Wilder Penfield antes de morre disse: "a consciência do homem, a mente, é algo que não pode ser reduzido aos mecanismos do cérebro"
Durante toda sua carreira, desenvolveu diversos tratamentos neurocirúrgicos para danos cerebrais, em especial a epilepsia. No fim de sua carreira ele estava convencido de que todas as diversas reações da mente humana (sentimentos, desejos, pensamentos, sonhos e percepções), juntos formam a consciência humana eram causadas por interações quimicas e elétricas entre bilhões de minuscúlas células nervosas. Assim, as capacidades do cérebro seriam inteiramente determinadas pela atividade física dentro do pedaço de matéria cinzento-rosada do tamanho de um pequeno melão abrigado pelo crânio.
Seis meses antes de morrer Penfild fez outra viagem ao topo da colina de balde e brocha em punho, revisou sua obra. Ele ilustrava um princípio bem diferente do original, no lugar da linha grossa cheia de confiança que ligava as imagens nos dois lados da rocha, havia agora uma linha intermitente de incerteza. Aos 84 anos, depois de passar meio século reforçando a posição científica dominante, Penfield havia mudado de opnião.
Penfield queria dizer que a mente é muito mais do que um mero subproduto da capacidade do cérebro material para processar informações.
Materialistas X Dualistas
Penfield ilustra a lacuna que separa os cientistas, filósofos e teólogos que, através dos séculos, se ocuparam da natureza da mente humana. De um lado estão os chamados materialistas, que acreditam que os processos mentais (pensamentos, sentimentos, capacidade de raciocinar) são apenas resultado dos neurônios disparando dentro do cérebro. Do outro estão os dualistas, que sustentam que o corpo é uma entidade física e a mente uma entidade espiritual; as duas existem separadamente, acreditam eles, com pouca ou nenhuma interação ou influência recíproca.
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